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A fuga do faixa-a-faixa

19.09.06

por Mariana Marques

Ben Kweller – Ben Kweller

(Columbia – Importado, 2006)

Top 3: “Thirteen”, “Sundress” e “Penny on the train track”.

Princpio Ativo:
Piano + Ben + Piano

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É injusto ter que fazer um Top 3 do terceiro álbum do Ben Kweller. A cada vez que ouço, um novo Top 3 surge. Portanto, esse daí de cima é o da última audição. Enquanto escrevo a resenha e escuto o CD novamente, claro, já tenho vontade de mudar.

Para quem não conhece, Kweller é um rapaz texano de 25 anos que já lançou dois ótimos discos. Se você não ouviu, corra atrás. O cara é daqueles que já nasceram com talento nas mãos e piano nos dedos, ou vice-versa. Um nerd como Rivers Cuomo, daqueles que até a voz nerd me encanta.

Ben Kweller permanece flertando com o folk (assim como Regina Spektor e Devendra Banhart o fazem). E também continua com o piano nas mãos. É com ele que abre o disco, na deliciosa “Run”. A faixa é fruto da fórmula: pianos + gritos de “oh yeah” + letra fofa. De cara, já dá pra abrir um sorriso e fazer crescer a expectativa em relação ao resto do CD.

Aí, chega a segunda faixa, “Nothing Hapennig”, e você percebe que o nerdizinho e seu piano não estão pra brincadeira. E eu prometo que vou tentar não fazer uma resenha faixa-a-faixa. Mas é que é difícil, ow. Preciso falar da terceira, “Sundress”. Kweller fala que ama o vestido de verão de uma garota e que faria tudo por ela. Isso me faz pensar que de basbaque ele só tem a cara. Que garota não gostaria de ganhar essa música de presente?

A quinta faixa, “Thirteen”, é simples. Ueba! Consegui pular uma faixa! A fórmula dessa vez é: Ben + piano + gaita, que entra lá pelos dois minutos de música. A letra é a descrição de um relacionamento. É sobre coisinhas que um casal costuma fazer, como ler livros um para outro e ficar na cama o dia inteiro. É a canção mais bonita do mundo no domingo passado, quando comecei a ouvir este disco. “Penny on the train track” entraria fácil para a trilha-sonora do meu seriado imaginário. Se bem que todas entrariam.

Em “Magic”, ele diz que “ela nunca estará em segundo lugar”. Nem se contarmos as guitarras e o piano, Ben? “Red eye” é uma música... Bem, estava falando dessa canção com uma amiga e não conseguia muito bem defini-la: “É do tipo ‘I want someone badly’, do Jeff Buckley, sabe?”. Ela respondeu: “Sei. É música tesuda”. Pronto. Por falta de definição melhor – e não que essa não seja ótima – digo que “Red eye” é música tesuda. Escute e depois volte aqui para falar se entendeu, ok?

O disco fecha com “This is War”, que se destoa do resto por ser mais carregada nas guitarras. Ainda dá pra ver a fofura rodeando e dando um tchauzinho de uma distância considerável. Sou mais quando ela está de braços dados ao Ben Kweller. Funciona que é uma beleza.

"Mãe, preciso de uma foto de divulgação"
"Filho, vai pra sala de jantar com sua roupa engomadinha e eu tiro pra você"

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