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Detona Ralph

por

2 de janeiro de 2013

Cinema, Receituário

Wreck-It Ralph

EUA, 2012

  • Dir: Rich Moore
  • Elenco: John C. Reilly, Sarah Silverman, Jack McBrayer, Jane Lynch, Alan Tudyk

Avaliação: ★★★☆☆ 

A comparação com “Uma Cilada Para Roger Rabbit” é inevitável: assim como a produção de Robert Zemeckis era uma aventura que homenageava os desenhos animados dos anos 40 e 50 (e promovendo divertidos crossovers entre clássicos personagens), “Detona Ralph” promete fazer o mesmo com os jogos de videogame. O problema é que a interessante ideia inicial se perde em uma subtrama que faz o filme cair bastante a partir da metade.

Começando de forma brilhante ao apresenta seu herói (ou vilão relutante) e estabelecendo de maneira clara e inventiva o universo dos personagens (a Estação Central de Jogos, em especial, chama a atenção com sua variedade de tipos), a animação brinca não só com a antiga estética de fliperamas, mas também com conhecidos astros de jogos populares, como “Sonic”, “Street Fighter”, “Halo”, Super Mario Bros.”, “Pacman”. Ralph é o vilão de um antigo game que consiste em reconstruir aquilo que ele destrói. Cansado de viver sempre como o cara indesejável, ele resolve fugir do jogo em busca de uma medalha que pode lhe dar o reconhecimento de herói.

A motivação do personagem, seus questionamentos e sua fuga passando por outros jogos funcionam perfeitamente e são o que de melhor o filme possui. Ralph é carismático, interessante e sua busca promete uma aventura divertida que nunca se cumpre. Isso acontece porque após o empolgante início ele vai parar em um mundo de doces onde ocorre uma corrida no estilo “Mario Kart”. Neste momento, sua jornada dá lugar a uma garotinha irritante que não é aceita em seu próprio jogo e precisa da ajuda do herói/vilão. Vanellope é uma espécie de bug que quer ser aceita e vai acabar recebendo a ajuda de um Ralph que não percebe que está se tornando um herói.

A partir daí, toda a surpresa e empolgação de “Detona Ralph” é diluída em um típico produto Disney (inclusive nas lições de moral duvidosas). A impressão é a de que os produtores acharam que a aventura estava caminhando para um público específico demais (adolescentes e pré-adolescentes fãs de videogames) e quiseram dar um tom mais infantil e amplo à trama. E é aí que a graça se perde.

A coisa toda demora a sair do lugar, começa a ficar meio entediante e a resolução é mais do que previsível. Infelizmente o filme passa mais tempo logo no ambiente menos surpreendente (ok, a ideia da Coca com Mentos é legalzinha) e que conta com os personagens menos carismáticos, fazendo com que torçamos para que Ralph saia logo dali não para cumprir sua jornada, mas porque não aguentamos mais ficar naquele mundo tão chato.

Contando com cenários fantásticos (que ficam impressionantes em 3D) e personagens com designs que, além de divertidos, refletem bem suas personalidades, a animação é esteticamente deslumbrante e possui boas cenas de ação, além de alguns diálogos inspirados. “Detona Ralph” passa longe de ser um novo “Roger Rabbit”, mas é um filme interessante (principalmente durante a primeira metade) e que vai ser mais divertido quanto maior for o seu conhecimento sobre videogames.

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