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Invocação do Mal

por

7 de setembro de 2013

Cinema, Receituário

The Conjuring

EUA, 2013

  • Dir: James Wan
  • Elenco: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Lili Taylor, Ron Livingston, Shanley Caswell, Shannon Kook, John Brotherton

Avaliação: ★★★★½ 

“Invocação do Mal” tem tudo que se espera de um filme de terror: casa assombrada, boneca horripilante, caixinha de música, criança assustadora, exorcismo, armário sinistro, porão, fantasma, demônio, ciência, bruxaria, religião… Mas ao contrário do excelente “O Segredo da Cabana”, aqui os clichês não são usados para rir do próprio gênero, e sim para se aprofundar nele, jogando com o pré-conhecimento do espectador para construir uma experiência aterradora. E tudo funciona muito, muito bem.

O mérito maior é da direção de James Wan (“Jogos Mortais”), que combina os elementos com um domínio impressionante sobre a temporalidade das sequências, às vezes segurando a duração até o limite do suspense, outras vezes deixando o horror explodir em sustos angustiantes. No meio, há um bem vindo alívio cômico, imprescindível para que a narrativa flua com o público respirando entre uma taquicardia e outra.

Nem queira saber o que tem por baixo do lençol...
Nem queira saber o que tem por baixo do lençol...

A história é baseada em um fato real investigado pelos Warrens, um casal-estrela-paranormal. Em 1971 uma família comprou uma casa isolada e começou a perceber alguns estranhos acontecimentos no lugar. O casal e suas cinco filhas pareciam vítimas de algum ataque fantasmagórico, envolvendo, claro, eventos passados que se deram ali. O elenco está todo muito bem, contribuindo para o realismo fundamental para que o que se vê na tela se torne crível. Wan usa uma paleta dessaturada, desesperançosa, e sua câmera contemplativa (sem movimentos que chamem a atenção para si mesmos), dão um aspecto documental que é complementado pelas fotografias dos personagens reais durante os créditos.

“Invocação do Mal” entra direto para a galeria de grandes obras do terror, mas peca pelo final sem graça envolvendo os eventos da casa, apelando para uma saída melodramática.  A resolução é meio jogada, sem se preocupar com as consequências de uma experiência tão perturbadora, mas é um pecado menor diante da aula de manipulação de emoções que se vê na tela.

Esteja avisado: o coração vai estar disparado ainda algumas horas depois da sessão. E pode ficar difícil passar a noite sozinho em casa…

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