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How can I resist it?

11.09.08

por Mariana Marques

Mamma Mia!

(EUA/Reino Unido/Alemanha, 2008)

Dir.: Philippa Lloyd
Elenco: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Julie Walters, Christine Baranski, Colin Firth, Stellan Skarsgard, Dominic Cooper

Princípio Ativo:
canções do ABBA

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Definitivamente, “Mamma Mia!” não é para ser apreciado pelos que não engolem aquele tom artificial dos musicais e fica constrangido quando o personagem interrompe o diálogo de repente para cantar e dançar. Além de todo o afetamento já inerente ao gênero, “Mamma Mia!” é um musical só com canções do ABBA. Imagine assistir a um bando de pessoas bonitas em uma ilha grega, cantando , com muita alegria e purpurina.

Passe longe se você já vive naturalmente de mau humor, ou se nunca se divertiu com alguma música do quarteto sueco. ABBA sempre me apeteceu e eu achei coisa linda ouvir no cinema as canções que costumo ouvir arrumando o armário.

“Mamma Mia!” conta a história da jovem Sophie (Amanda Seyfried), que lê um antigo diário de sua mãe, Donna (Meryl Streep), e tem a possibilidade de descobrir quem é seu pai. Bill (Stellan Skarsgard), Sam (Pierce Brosnan) e Harry (Colin Firth) foram aventuras amorosas de Donna nove meses antes dela nascer. Então, prestes a se casar, Sophie decide convidá-los para a cerimônia, sem que a mãe saiba.

O longa é a estréia no cinema da britânica Phyllida Lloyd, responsável por dirigir o bem-sucedido espetáculo homônimo no teatro. A diretora parece ainda pouco à vontade com a telona e isso transparece em alguns problemas de corte aqui e umas sequências intrincadas acolá.

Mas a direção incomoda menos que a atuação de Pierce Brosnan. Em seu primeiro número, um dueto com Meryl Streep na ótima S.O.S, prepare-se para o famoso momento vergonha alheia. Pierce é dissonante, comporta-se de maneira desconfortável e parece o tempo todo estar se perguntando “quem me chamou?”. Seja quem for, chamou errado. Colin Firth teria sido a melhor escolha para o papel de Brosnan.

Já o resto do elenco está afinado. Stellan Skarsgard canta pouco, mas não faz feio. Amanda Seyfried tem voz bonita – que faz jus à sua beleza – e Meryl Streep é Meryl Streep. Ao lado das amigas Tanya (Christine Baranski) e Rose (Julia Walters), Donna protagoniza os melhores momentos do filme. Há também seu momento solo, em que solta a voz em The winner takes it all (baladinha dor-de-cotovelo cafona que eu a-do-ro). Eu disse solo? Mentira: Brosnan está lá com sua presença dispensável e sua cara de aparvalhado.

Alguns números são mais memoráveis – Voulez-vous, Take a chance on me e Money, money, money. Alguns menos inspirados – como Does your mother know?, música divertida, mas que força uma história pouco desenvolvida. No geral, ”Mamma Mia!” é tão feliz e colorido quanto um musical de ABBA deveria ser. Thank your for the music(al)!

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Dançar Dancing Queen com Meryl Streep em uma ilha grega é coisa linda.

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