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Guerra nas Estrelas

07.05.09

por Renné França

Star Trek

(EUA/Alemanha, 2009)

Dir.: J.J. Abrams
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Zöe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg, Anton Yelchin, Eric Bana, Winona Ryder

Princípio Ativo:
Roddenberry remix J.J. Abrams

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Crescer fã de “Guerra nas Estrelas” com uma mãe que ama “Jornada nas Estrelas” era divertido: acompanhei todas as viagens da Enterprise em matinês de sábado na TV, regadas a pipoca e muito refrigerante. Mas, para mim, as aventuras de Kirk e Spock contra os Klingons nem se comparavam às de Luke e Solo contra Vader. Até hoje.

“Star Trek” é “Jornada nas Estrelas” na tendência atual do reinício de franquias. Após o próprio “Guerra nas Estrelas” (que virou mesmo “Star Wars”), Batman, 007, Wolverine e até Anjos da Noite, chegou a vez das origens da icônica tripulação do seriado criado por Gene Roddenberry nos anos 60. Os personagens originais são apresentados em sua juventude e a diversão extra é perceber como eles se conheceram e se estabeleceu a dinâmica entre suas diferentes personalidades. Digo extra porque o roteiro não se limita a apostar na simples simpatia dos fãs pelos personagens e entrega uma aventura bem costurada que, ao mesmo tempo em que faz jus à antiga série, funciona como boa ficção científica independente do apelo de seus ícones.

O dedo do diretor J.J. Abrams se faz presente por todo o filme, da ação frenética de “Alias” e “Missão Impossível” às intricadas brincadeiras temporais de “Lost”, compondo um mosaico interessante que atualiza a série para uma nova geração sem desrespeitar os antigos fãs. Tudo bem: trekker não é fácil de agradar, mas a trama resolve o que a princípio pareceria furo: os romulanos serem vistos pela jovem tripulação (segundo o episódio “Equilíbrio do Terror”, essa raça nunca teria feito contato visual com os humanos) e o russo Chekov estar presente nessa origem (o personagem só entrou na segunda temporada da série).

A inspirada escalação do elenco surpreende pela naturalidade com que os atores encarnam personagens famosos, especialmente Chris Pine e Zachary Quinto, cuja relação é o centro da narrativa que se desdobra a partir dos ataques do misterioso romulano Nero (Bana, irreconhecível) e sua obsessão em destruir toda a Frota Estrelar. Enquanto o primeiro vai aos poucos construindo a personalidade de seu Kirk, para na última cena surgir perfeito com os trejeitos de William Shatner; Quinto não decepciona ao dividir o filme com Leonard Nimoy em pessoa, comprovando sua transformação no vulcano Spock.

Pode até ser que falte um pouco do charme ingênuo dos originais, ou mais humor para dar leveza à trama. E você pode até reclamar da trilha clássica não tocar durante a projeção. Mas “Star Trek” cumpre exatamente o que promete: não vai além, mas também não decepciona em sua proposta de renovação. É empolgante e nostálgico - seja você fã ou não da série.

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SylarSpock quer ser amigo de Kirk, De um jeito todo dele.

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