HQs: Chaos War, Liga da Justiça, Soldier Zero

Haicaidrinhos

“Chaos War”, o mais novo crossover da Marvel, passaria batido no meio da enxurrada de eventos promovidos pela casa das idéias não fosse pela curiosa semelhança de sua trama com a “Noite Mais Densa”, publicada pela Distinta Concorrência. Saem os anéis coloridos e entram os deuses da mitologia, mas o inimigo também é um vilão que encarna o “vazio” e anseia por apagar o universo. A diferença é que aqui o Rei Caos é uma divindade japonesa que só fala através de haicais – o que é só um dos exemplos da maluquice genial dos criadores Dan Abnett e Andy Lanning, as mentes por trás da revista mensal do Hércules. Destaque para a formação do novo “God Squad”, liderado pelo próprio Leão do Olimpo: Thor, Sersi, Vênus e… Galactus! Quem precisa de Wolverine, quando se tem o devorador de mundos do seu lado?

Menos palavra e mais porrada

Chega à sua edição 50 nos EUA a atual revista da “Liga da Justiça”, relançada após Crise Infinita e que desde então vem sendo prejudicada pela interferência editorial e a obrigação de amarrar histórias com vários crossovers. Meses atrás, a chegada da nova equipe criativa, formada por James Robinson e o ótimo desenhista Mark Bagley, trouxe uma seleção inspirada de personagens – que incluía o novo Batman, Supergirl, Donna Troy e outros substitutos “genéricos” dos membros da Liga original -, mas as histórias andavam decepcionando.

A obsessão do autor pelo uso da narração em captions (aquelas caixinhas de texto) resultava em sequências de absurda redundância, em que meia dúzia de narradores diferentes descreviam a mesma cena! Felizmente, nesta edição comemorativa Robinson desiste da narração e dirige o foco para a ação: o combate entre os heróis e o Sindicato do Crime, a versão maligna extradimensional da Liga. A idéia de opor as versões “genéricas” da Liga atual às contrapartes malignas da Liga tradicional é uma ótima sacada, mas a execução deixa a desejar. É um passo na direção certa, mas ainda longe do nível estabelecido pela “JLA” de Grant Morrison.

Número 1 do Zero

O nome do mais novo herói criado por Stan Lee, “Soldier Zero”, pode nos lembrar o Recruta Zero das tirinhas, mas sua origem e poderes remetem mais a filmes como “Avatar” e “Homem de Ferro”. O “Soldado Zero” é Stewart Travers, um cadeirante que se funde a uma armadura viva alienígena. Para colocar as idéias de Lee no papel, a editora BOOM! Studios trouxe o brilhante Paul Cornell, que está recebendo de um lutador de artes marciais paraplégico as dicas de como abordar as necessidades especiais do protagonista. A primeira edição parece se concentrar demais nas dificuldades da vida em uma cadeira de rodas, quando o tema poderia ter sido desenvolvido mais naturalmente com mais tempo. Mas ainda é cedo para julgar se “Soldier Zero” irá decolar ou se vai valer só o que está no título.

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