Hop – Rebelde Sem Páscoa

Nossa avaliação

[xrr rating=1/5]

A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “Alvin e os Esquilos”, Meu Papai é Noel”. Nenhum destes filmes passa perto de uma obra-prima. O que dizer então da produção que busca ser uma mistura mal ajambrada dos três? Pois é disso que se trata “Hop – Rebeldes Sem Páscoa”, uma tentativa de fazer um “filme natalino” de Páscoa com personagens digitais contracenando com humanos e tendo como pano de fundo chocolates fetichizados.

Na ilha de Páscoa fica a fábrica de chocolate dos coelhinhos err… da Páscoa. Lá vive Júnior, o filho e sucessor do Coelhão-Mor. O jovem não tem interesse em assumir o trabalho do pai e foge para Los Angeles, onde tentará realizar seu grande sonho: ser um baterista profissional. Ele conhece Fred (Marsden), adulto com mentalidade de uma criança de 10 anos que fica amigo do coelho e vai ajudá-lo a salvar o Natal, ou melhor, a Páscoa.

Algumas boas idéias (as coelhinhas da Playboy) aparecem de maneira rasteira, enquanto outras são simplesmente dispensáveis (David Hasselhoff). O filme é um emaranhado de situações mal resolvidas que vão se sobrepondo sem nenhum sentido, levadas por personagens rasos. “Hop” é esquemático, tedioso, estereotipado e preconceituoso.

O vilão do filme é o pintinho Carlos, empregado latino que lidera uma revolta operária dentro da fábrica de chocolates. A forma estereotipada do “chicano” subalterno que se transforma em vilão por tentar tomar o poder do bondoso patrão é um dos estereótipos mais batidos de Hollywood, mostrando que os responsáveis por  “Hop” possuem uma mentalidade que não condiz com os avançados (e ótimos) efeitos digitais presentes no filme.

O conservadorismo não pára por aí. Apesar de desafiar o pai, Fred parece só ficar satisfeito quando mostra o fantástico emprego que conseguiu. Apenas assim ele consegue o respeito da família e pode se sentir bem consigo mesmo. A moral da história parece ser “faça tudo para agradar aos seus pais, mesmo que isso signifique desistir de seus sonhos. Ah, e sempre tome cuidado com seus empregados latinos. Eles são traiçoeiros”.

Talvez, e ênfase no talvez, a coisa toda melhore um pouco com a dublagem original de Russell Brand como Júnior e Hugh Laurie como o Coelho da Páscoa. Mas aparentemente no Brasil teremos apenas cópias dubladas, o que significa que não haverá nada para aplacar o tédio que é assistir a “Hop – Rebelde Sem Páscoa”. Economize seu dinheiro e compre um bom ovo de chocolate. Será um investimento melhor.

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