HQs da semana: 23 e 30 de novembro

Nossa avaliação

Problemas técnicos me impediram de postar a coluna na semana passada, o que acabou se provando uma coisa boa, uma vez que as duas últimas semanas foram tão paradas em termos de lançamentos que mal dariam uma coluna. Isso se deve em parte ao feriado do Dia de Ação de Graças americano, mas também ao fato de que quando cai de ter cinco quartas-feiras no mesmo mês, a última é sempre meio “magrinha”…

Mas vamos lá.

O maior destaque da semana do dia 23 é a segunda edição da revista mutante liderada pelo canadense favorito dos leitores. Mas “Wolverine and The X-Men #2” não tem o mesmo charme da primeira edição. Há uma boa dose de ação no roteiro focado no Homem de Gelo – tradicionalmente um personagem desprezado pela maioria dos autores –, mas a natureza cômica das “armas” usadas pelo novo Clube do Inferno para atacar a Escola Grey cheira a uma reciclagem de conceitos e piadas mais bem aproveitadas na extinta “Nextwave: Agents of H.A.T.E.”.

Embora eu goste muito do estilo do desenhista Chris Bachalo – que não agrada a todos -, aqui sou forçado a concordar que ele não é a melhor escolha. Suas composições são dinâmicas, mas confusas, e em várias ocasiões fica difícil entender o que está acontecendo – inclusive em um momento-chave da edição, quando Bobby Drake descobre um novo uso para seus poderes congelantes.  A primeira edição conseguiu equilibrar magistralmente o humor com a dramaticidade latente da família X, mas a segunda acaba caindo demais para o lado ridículo. “Wolverine and The X-Men” ainda é um dos melhores títulos atuais, mas se a tendência continuar, em breve vamos acabar topando de novo com alguns dos conceitos mais estúpidos da continuidade mutante, como os X-Babies…

Já na semana do dia 30, o destaque vai para o título “concorrente”: “Uncanny X-Men #2”, que acompanha a equipe liderada por Ciclope em um combate com o Sr. Sinistro. Aqui o que acontece é o contrário: ao invés de piorar, a revista melhora. Também há uma boa dose de ação, com uma pitada de humor. Cada personagem ganha a sua chance de fazer um comentário cômico, mas algumas falas soam forçadas, especialmente as da Rainha Branca e do Namor. A grande estrela da edição é o vilão, que pela primeira vez ganha uma motivação bem explicada: de cientista maligno obcecado com experimentos envolvendo mutantes sem nenhum motivo lógico, o Sr. Sinistro “evolui” para um geneticista megalomaníaco que finalmente decidiu colocar sua teoria em prática e escolheu, é claro, a si mesmo para se tornar a “nova espécie dominante”.

O problema é que este Sinistro está praticamente irreconhecível. Tudo bem que a nova versão é muito mais interessante, com sua personalidade de “vilão afável”, mas há uma perda do senso de continuidade mesmo com a explicação dada pelo roteirista Kieron Gillen para essa mudança tão drástica. E a “Equipe Extinção” do Ciclope continua a parecer uma péssima idéia, mesmo levando em conta que Sinistro muito convenientemente está fornecendo a eles uma ameaça real de extinção para enfrentarem.

2 Comentários

  • caio
    Em 7 de dezembro de 2011 10:22 0Likes

    Já eu acho que Uncanny X-Men #2 piorou. A edição apresenta diversos furos. 1 – o capacete do Juggernaut-Colossus não aparecia e desaparecia sozinho, à la simbionte? Porque nessa edição ele tem de tirar/colocar de novo?
    2 – Ainda o capacete: Uma simples rajada do Ciclope foi o suficiente pra destruir… os X-men antigamente tinham muito mais trabalho. (Se o roteirista tivesse deixado Colossus destroçar o Sinistro ao invés da Hope, o efeito dramático seria muito maior.)
    3 – Quando estão subindo as escadas, Namor está flutuando: ok. Mas pq então ele ergue a perna, como se estivesse andando?
    Na parte em que Hope consegue escapar, o falatório de Sinistro pra explicar o que aconteceu é um recurso vergonhoso.Lembrei-me da cutucada clássica do Ozymandias em Watchmen.

  • Filipe
    Em 7 de dezembro de 2011 13:48 0Likes

    Apesar desses furos (e eu concordo com eles; o nº2 particularmente me incomodou), ainda acho que Uncanny X-Men melhorou. Mas também,a primeira edição não havia sido lá grandes coisas.

    Acho legal a idéia de uma equipe com os integrantes mais poderosos, mas o problema é que o autor fica tendo que arrumar desculpas para neutralizar os membros mais poderosos, e essas desculpas quase nunca convencem.

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