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Belo guarda-roupa!

14.08.06

por Braulio Lorentz

Nelly Furtado – Loose

(Universal – Geffen, 2006)

Top 3: “Do It”, “Promiscuous” e “In God`s Hands”.

Princípio Ativo:
Várias roupagens

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O armário da cantora luso-canadense pode variar conforme a trilha sonora. Somente analisando peça por peça e música por música para se afirmar que o terceiro disco de Nelly Furtado não representa uma guinada de carreira tão brusca assim.

Camisetinha babylook e calça jeans cintura baixa

Esse é o look mais chamativo e o que melhor simboliza as deliciosas primeiras músicas de trabalho, “Promiscuous” e “Maneater”. Elas jogam os holofotes sobre o principal produtor de Loose: o rapper norte-americano Timbaland, que entre outros trabalhos foi quem colocou as Pussycat Dolls no mercado. As duas faixas transformaram as semanas (medida padrão de tempo de uma música no topo das paradas inglesa e americana) em meses.

Vestido longo preto e básico ou traje hippie

Da mesma forma que não se pode confundir a simpatia de Nelly em algumas entrevistas com a afetação em outras, não há como não se render à fama de Nelly em arquitetar músicas mansas com melodias superbacanas. “I'm Like a Bird”, do CD de estréia, Whoa! Nelly, é uma das melhores baladas da segunda metade dos anos 90. “Try”, do segundo disco, Folklore, vai pelo mesmo caminho – embora não tenha tanta fofura e frescor e tampouco seja amparada pela opinião do escritor Nick Hornby, que colocou o primeiro sucesso de Nelly dentre as “31 canções” do livro “31 songs”. Unem-se a essas duas classudas baladas “In God`s Hands” e “What I Wanted”. É fácil imaginar Nelly com um belo vestido cantando uma versão de uma dessas quatro canções em uma premiação careta. Ou a Nelly hippie cantando as mesmas músicas em um cenário bucólico.

Roupa de ginástica, incluindo as polainas de Madonna

Com “Do It” e “Glow”, Nelly entra com força no ramo das músicas para malhar. Ambas têm potencial para tomar o lugar de Lasgo e Kasino, que estão entre os nomes mais tocados em academias brasileiras, segundo pesquisa extra-oficial que fiz entre os que malham e estão on-line no meu MSN. As batidas são didáticas, guiam os que não sabem dançar e podem provocar gritinhos em festas GLS, tal qual as pérolas da garota materialista.

Camisa de banda e calça capri xadrez

“All Good Things (Come To An End)”, que tem Chris Martin entre os co-autores, é uma música que merece cafuné. Imagine então se o vocalista do Coldplay usasse o gogó nessa faixa. Ele chegou a gravar os vocais, porém a gravadora de sua banda vetou a participação. Mesmo sem Martin e com o colombiano Juanes na faixa “Te Busqué”, a troca de roupagens rendeu um dos melhores discos do ano.

Algum rapaz conseguiu notar o discreto degradê ao fundo?

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