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O menino que voa (ou o fim de Smallville)

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14 de junho de 2011

Receituário, TV

Depois de uma década, o fim!

“Smallville” finalmente terminou. Após anos – e muitas enrolações – Clark Kent (Tom Welling) finalmente vestiu a capa e saiu voando. Bem… quase. E vou explicar por que.

Se você, caro amigo, não ligou a televisão na terça-feira passada e perdeu o episódio final de “Smallville”, cuidado, talvez você não queira ler isto (tradução: SPOILERS! SPOILERS!)

Avisado.

“Smallville” sempre foi uma série controversa. Começou bem em contar o passado de Clark antes de se tornar o Superman, mas como qualquer série longa (e talvez nem precisasse ser tão longa assim) ela se perdeu em alguns pontos e se tornou um festival de altos e baixos.

Entre os pontos altos, estão as referências ao filme de 1978 (dirigido por Richard Donner e com Christopher Reeve no papel principal) presentes durante toda a série, além da participação de atores que fizeram parte do passado do herói, como o próprio Reeve ou mesmo Dean Cain (o Superman da série “Lois & Clark”).

Outra coisa bacana foi a liberdade de introduzir outros personagens do universo DC e dos vilões do Superman na série, apesar de um pouco descaracterizados – se bem que eu não consigo engolir o fato de terem apresentado o Superboy (Conner Kent, interpretado por Lucas Grabeel) antes mesmo de existir um Superman na história.

Oh boy...
Oh boy...

Já nos pontos negativos, estão os Meteorfreaks sendo criados às pencas (um bando de mutantes alterados geneticamente pela exposição à kryptonita, parecendo muitas vezes que a série era uma adaptação dos “X-Men” e não do Superman). Além do monte de gente ressuscitando, lutas contra bruxas, vampiros, o codinome Blur e, claro, a maldição do baixo orçamento.

O episódio “Finale”, que teve duas horas de duração, foi um espelho da série: uma montanha-russa cheia de subidas e descidas. Claro que foi bacana ver Michael Rosenbaum dar novamente vida a Lex Luthor depois de ficar fora – por escolha própria – da oitava, nona e toda a décima temporada. A participação dele é curta, apenas em uma cena, mas de impacto e alicerçada em um forte diálogo. Isso sem contar a sensação de nostalgia que bate ao ouvir a trilha sonora de “Superman: O Filme” presente no episódio.

Porém, quem esperava ver no desfecho da série uma grande cena de ação de Superman contra Darkseid (principal vilão do décimo ano) se decepcionou. Praticamente não há luta e a solução achada para derrotar “o grande mal que assolava o mundo” é boba: apenas um soco. O pior de tudo é que nem dá pra ver direito Clark usando o uniforme. A cena é rápida, quase um borrão. Sacanagem para quem esperou dez anos. De certa forma, Tom Welling nunca vestiu mesmo a famosa cueca por cima das calças (só a camisa bastou), sendo substituído pela computação gráfica. Ah… o baixo orçamento da série…

De maneira geral, “Smallville” terminou na média, com algumas surpresas, emoções, mas nada muito longe do esperado. Em todo caso, é preciso tirar o chapéu para ao menos uma decisão dos produtores. Desde a quinta temporada, o seriado veio trazendo vários elementos do filme da década de 70, cenas que eram referências quase que espelhadas do clássico, a estrutura da Fortaleza da Solidão, o portal para a zona fantasma. Tudo era muito parecido. Cheguei realmente a achar que, no fim, todo mundo ia perder a memória e esquecer que Clark tinha poderes (porque sua identidade não era nada secreta) e a série terminaria com a famosa sequência do Superman saindo voando da Fortaleza. Mas não, eles assumiram que “Smallville” era “Smallville”, ou seja, uma releitura do que é o Superman.

Se você ainda não assistiu “Finale”, um conselho: veja. O episódio é divertido e um bom entretenimento. Só não espere nada épico e genial. Bem, isso meio que resume o que foi toda a série, não é mesmo?

Mas que teve gente que se empolgou MUITO com esse final, isso teve…

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