Rock of Ages


Nossa avaliação

[xrr rating=3/5]

“Rock of Ages” bem que poderia se chamar “Guitar Hero”. Assim como o popular jogo de videogame, a diversão aqui é maior quanto mais músicas conhecidas forem tocadas. E assim como o jogo, nem trama tem direito. Quer dizer, até que tem, mas a história está lá mais para as músicas aparecerem do que por qualquer outra coisa. O filme é uma brincadeira, uma grande e divertida bobagem baseada no musical de Chris D’Arienzo encenado na Broadway (e que é citado em uma das melhores piadas de “Os Vingadores” quando Tony Stark fala sobre o Loki).

Mas mesmo com seus problemas de ritmo (trocadilho não proposital), a produção se sai melhor do que “Across The Universe”, que tinha a narrativa truncada graças a personagens e situações claramente criados para tocar algum sucesso dos Beatles. Não que esse tipo de problema tenha desaparecido por total em “Rock of Ages”, mas o fato do musical nunca se levar a sério ajuda o desenvolvimento do arremedo de história.

Que no caso é um romance passado em 1987 entre a sonhadora Sherrie (Hough) e o objetivo Drew (Boneta).  Eles se conhecem e acabam trabalhando juntos no rock bar de Dennis (Baldwin) e Lonny (Brand), que ameaça ser fechado por um grupo conservador e tem como chance de salvação um mega show feito pelo superastro Axl Ros… err… Stacee Jaxx (Cruise). E é basicamente isso. A premissa é uma desculpa esfarrapada para se prestar um tributo às músicas para escutar com o isqueiro aceso nos shows (sim, isqueiro, antes dos celulares brilhosos invadirem os estádios).

É glam rock na veia, com todos os exageros e teatralidade fake regados a neon, purpurina e cílios postiços. O elenco convence sem problemas (apesar do fraco casal protagonista) e Tom Cruise rouba todas as cenas em que aparece rindo de seu próprio status de astro planetário, comprovando que tem talento como comediante quando não se leva muito a sério. Mas o destaque fica para a dupla Russel Brand e Alec Baldwin, que personificam de forma divertida todo o estilo musical homenageado no longa.

Contando com os rockers Debbie Gibson, Kevin Cronin e Sebastian Bach como figurantes (atenção para a “batalha” na rua), “Rock of Ages” é brega, leve e sem maiores pretensões do que deixar alguns refrões grudentos presos no seu cérebro.  Para sempre.

Poison, Def Leppard, Journey, Skid Row, Guns. Se você curte o rock farofa, o filme vai ser mais interessante quanto mais sucessos você reconhecer. Agora, se você não se interessa pelos metais melosos do final dos anos 70 até final dos 80, melhor nem tentar.


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