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Pilulista 2014 – Os Melhores Filmes

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11 de janeiro de 2015

Cinema, Cinema

E nossas listas de 2014 continuam ‘animadas’. A seguir, relembre 2014 através dos dez melhores filmes lançados em 2014 pela opinião de nossos amigos e colaboradores! E não se esqueça de conferir o que cada um listou.

10º lugar – Praia do Futuro – Dir.: Karim Aïnouz
Em uma dos primeiros diálogos do filme, o salva-vidas Donato (Wagner Moura) pergunta a seu irmão: “O que que tu ia fazer se eu sumisse aí nesse mar?”. Assim começa a jornada de seu personagem, que, divida em 3 atos, oscila entre mar e terra, Fortaleza e Berlim, valentia e covardia, entre sua identidade e aquilo que se espera dele.

9º lugar – Clube de Compras de Dallas – Dir.: Jean-Marc Vallée
Se os anos 70 representaram o auge da liberdade sexual, a década seguinte foi a do coito interrompido. Era o vírus HIV que surgia, implacável, vitimando milhares em pouquíssimo tempo. Além da sentença de morte, condenava os portadores ao preconceito e exclusão. É no centro desse contexto, no estado americano mais machão, que o caubói Ron Woodroof descobre seu diagnóstico e, com ajuda de um travesti, algo que nunca teve: um propósito na vida.

8º lugar – Nebraska – Dir.: Alexander Payne
Os personagens mais mal humorados do mundo se juntam nesse filme em preto e branco de Alexander Payne (Sideways), que conta a história de Woody Grant, que pensa ter ganhado um milhão de dólares e precisa ir a Nebraska para buscar seu prêmio. Tinha tudo para ser um filme melodramático sobre a debilidade física e mental na terceira idade, mas as figuras são tão irritantes, que esse tipo de apelo se torna impossível. O que torna tudo muito mais interessante.

7º lugar – Guardiões das Galáxias – Dir.: James Gunn
“(…) é como aquelas canções pop grudentas dos anos 70 e 80: uma vez que se é ‘fisgado pelo sentimento’ não dá mais para abandonar aquele universo. E anos 80 é mesmo o espírito desta produção recheada de tantas referências quanto efeitos visuais.(…) Tudo funciona de um jeito que se torna impossível não despertar aquela criança interior.” Renné França, editor

6º lugar – 12 Anos de Escravidão – Dir.: Steve McQueen
“O terror mostrado em ’12 Anos de Escravidão’ não está tanto nas angustiantes cenas de tortura física e mental, mas naquilo que não é visto, apenas sentido: cultura, economia, política e poder relacionando-se de forma amoral para permitir que seres humanos dominem outros seres humanos.” Renné França, editor.

5º lugar – Relatos Selvagens – Dir.: Damián Szifron
“O grande mérito de ‘Relatos Selvagens’ é se equilibrar na linha entre o realista e o caricaturesco, pendendo mais para o segundo ao mesmo tempo em que mantém o primeiro nas rédeas firmes da identificação com o espectador. Assim, ao mesmo tempo em que nos surpreendemos e rimos daqueles personagens, sofremos e torcemos por eles em suas insanidades.” Renné França, editor.

4º lugar – Grande Hotel Budapeste – Dir.: Wes Anderson
Contado em forma de metalinguagem, a mais recente produção de Wes Anderson traz a história do mensageiro Zero Moustafa (Tony Revolori/F. Murray Abraham), sua relação com o concierge Gustave H (Ralph Fiennes) e como ele veio a se tornar o herdeiro do hotel que dá título ao filme. Tudo com a estranha paleta de cores diálogos e personalidades que são marca registrada do diretor.

3º lugar – Ela – Dir.: Spike Jonze
Um tratado sobre o homem contemporâneo e sua incapacidade de se relacionar socialmente, embora estejamos na era das redes sociais, o filme de Jonze traz Theodore (Joaquin Phoenix), um escritor solitário que envolve emocionalmente com Samantha, seu sistema operacional (Scarlet Johansson). Tinha tudo para ser uma comédia boba, mas é conduzido de forma sensível e verossímil, que a sensação de vazio torna-se quase palpável.

2º lugar – Garota Exemplar – Dir.: David Fincher
“Quando penso em minha esposa, sempre penso em sua cabeça. Me imagino abrindo seu belo crânio, desenrolando seu cérebro para obter respostas a questões básicas em todo casamento: O que você está pensando? Como você se está sentindo? Quem é você? O que fizemos um ao outro?”. É com esse diálogo em off de Nick Dunne (Ben Affleck) que começa o filme e, pelo tom, já começamos imediatamente a desconfiar do protagonista. Para responder a essas perguntas ele terá de se esforçar e desvendar pista por pista, o que realmente se passa pela cabeça de Amy (Rosamunde Pike). Em sua história linear, um tenso suspense de roer as unhas. Em suas entrelinhas, uma metáfora sombria das relações humanas.

1º lugar – Boyhood – Dir.: Richard Linklater
“É raro encontrar um filme que justifique a própria existência do cinema. ‘Boyhood’ faz isso. Ao longo de 12 anos, Richard Linklater (da trilogia ‘Antes do Amanhecer’) juntou seus atores para filmar a história de uma família, acompanhando Mason (Coltrane) da infância ao início da vida adulta. Mas não se trata de uma família de desajustados, ou mafiosos, ou milionários, ou nada do tipo ‘emocionante’. São pessoas comuns, com suas vidas comuns, fazendo coisas comuns. Por isso, o personagem principal do filme é mesmo o tempo.” Renné França, editor.

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