Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma em 3D

Nossa avaliação

George Lucas parece não cansar de explorar sua galinha dos ovos de ouro. Animação para a tv, série live-action, modificações para o blu-ray e agora as duas trilogias lançadas em 3D.

“Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma” é o primeiro dos seis filmes e serem relançados no cinema com a conversão em terceira dimensão. Começar pelo pior episódio da saga é arriscado, uma vez que uma possível má bilheteria possa levar a cabo todo o projeto. E o “Episódio I” é mesmo isso: não apenas o mais infantil, mas o filme mais equivocado sobre a história dos jedis.

Revendo a produção de 1999 (pela, o quê, décima… vigésima vez?), saltam aos olhos e ouvidos os péssimos diálogos, as piadas sem graça, o roteiro episódico que pula rapidamente de um acontecimento para o outro e a mão dura de Lucas, que havia 20 anos não dirigia nada.

Mas e o 3D, vale a pena? Não. A tecnologia não melhora a atuação do Jake Lloyd, nem faz desaparecer Jar Jar Binks e todo o blá blá blá sobre midi-chlorians. Muito menos proporciona uma nova experiência: apesar de na maioria do tempo parecer quase imperceptível, a conversão possui vários problemas, especialmente em sequências escuras e cheias de detalhes, em que diferentes objetos se sobrepõem (basicamente todas as externas de Coruscant sofrem com isso).

Se em alguns casos a profundidade funciona bem, como na corrida de pods, muitas vezes o fundo surge desfocado, tornando o quadro confuso. Na verdade, o impacto com o 3D se dá apenas no letreiro da abertura do filme, em que as letras flutuantes saltam frente a um espaço que parece mesmo infinito. No mais, o filme continua o mesmo, com a já citada corrida de pods ainda funcionando de forma empolgante  e o duelo final entre os jedis dramático e emocionante na medida certa.

Se você não gosta do filme, nem deve tentar dar uma segunda chance por causa do 3D. Se é fã da saga e consegue relevar os excessos negativos de Lucas, o filme em 3D é mais uma nova versão que você sabe que precisa assistir. Já se você é daquelas pessoas que nunca viram o filme, essa é a oportunidade de assistir a “Star Wars” no cinema.

Mas não vá pelo 3D. Vá pela emoção única que é escutar o tema da saga composto por John Willians tocado em uma sala escura, enquanto naves e sabres de luz cruzam uma tela gigante na sua frente.

3 Comentários

  • Daniel
    Em 9 de fevereiro de 2012 19:01 0Likes

    Sem nota?

  • Renné França
    Em 10 de fevereiro de 2012 0:58 0Likes

    Sim. Quando é relançamento (como foi o caso de “O Rei Leão” também) não dou nota. O filme já saiu há muito tempo, todo mundo já viu… É igual o Na Prateleira, não acho que faz sentido dar nota.

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