Os Pinguins do Papai

Nossa avaliação

[xrr rating=1.5/5]

Jim Carrey já se saiu melhor com outros animais do que em “Os Pinguins do Papai”. O filme que adapta o livro “Mr. Popper’s Penguins”, de Richard e Florence Atwater é uma aventura infantil que entrega a mesmíssima história de sempre do homem de coração duro que amolece em contato com animais e/ou crianças. É assim: o senhor Popper (Carrey) é um corretor de imóveis inescrupuloso e divorciado que não tem muito contato com o casal de filhos. Tendo um ausente e aventureiro pai, ele recebe por correio um pinguim como herança, que seguido de vários outros, vai mudar sua vida para sempre. A partir daí dá para imaginar tudo o que vai acontecer até o final.

Todo mundo já está cansado de conhecer as caretas de Carrey e elas não são mais suficientes para segurar um filme. “Os Pinguins do Papai” deve agradar mesmo apenas os (bem) pequenos, já que nada na história faz sentido e Popper muda de personalidade como quem troca de roupa. Há muitos furos e personagens que desaparecem sem explicação, só podendo ter acabado no chão da sala de corte. O vizinho de Popper é o melhor exemplo. Ganha um destaque importante no início da trama, descobre os pinguins no apartamento do protagonista, sai correndo para contar tudo para o síndico e… some! Desaparece. Nunca mais ouvimos falar dele.

Como quem tem mais de oito anos de idade não deve perder seu tempo com um filme desses, o Pílula faz mais um serviço de utilidade pública e lista aqui outras obras em que Jim Carrey se deu bem melhor com os animais.

Coruja

“Débi & Lóide” é um dos filmes mais engraçados já feitos. Fato. E quando os dois vão a uma festa beneficente para impedir a extinção da rara coruja da neve…

Periquito

E mais “Débi e Lóide”. Ou você acha que a gente poderia deixar passar um periquito sem cabeça vendido para um garoto cego?

Cachorro

Milo! Era impossível assistir a “O Máscara” no cinema sem escutar um sonoro “awwwnnn” da platéia quando o cachorrinho aparecia.

Rinoceronte

O que não falta em “Ace Ventura” são animais. Mas não há como negar que uma das cenas mais marcantes da carreira de Carrey está no segundo filme, quando ele praticamente “nasce de novo”.

Elefante

“Bem-aventurados são os inocentes sem culpa, esquecendo o mundo e sendo por ele esquecidos. Brilho eterno de uma mente sem lembranças“. Só para lembrar que o ator não precisa de caretas e escatologia para fazer sucesso. Bastam um bom texto e um diretor competente. Talvez, um elefante passando ao fundo.

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