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Battleship – Batalha dos Mares

por

10 de maio de 2012

Cinema, Receituário

Battleship

EUA, 2012

  • Dir: Peter Berg
  • Elenco: Taylor Kitsch, Rihanna, Liam Neeson, Alexander Skarsgård, Brooklyn Decker

Avaliação: ★☆☆☆☆ 

A6. D17. Não, estes não são os códigos dos lugares numerados no cinema, mas o que se falava durante uma partida de “Batalha Naval”, o popular jogo de tabuleiro. Acertando o quadrante certo você poderia afundar de cara um pequeno navio ou ir por partes, atingindo um pedaço por vez. Como a onda (sem trocadilhos) do momento é a adaptação de brinquedos, não demorou para Hollywood se interessar – e não por acaso a melhor sequência de “Battleship – Batalha dos Mares” é exatamente aquela que emula “Batalha Naval”: usando boias como sensores, a marinha (ou o que sobrou dela) confronta-se às cegas com naves alienígenas, tendo que optar pelos quadrantes para conseguir atingi-las. E é isso. Cinco minutos de alguma tensão em mais de duas horas de “quero ser Michael Bay” (sim, acredite, existe gente que quer ser o Michael Bay…).

Mas espere aí, naves alienígenas? O que isso tem a ver com o antigo jogo? Mais ou menos o mesmo que “Battleship” tem a ver com cinema: nada. Na história (hahaha) uma frota da marinha dos Estados Unidos está fazendo um exercício quando é obrigada a enfrentar várias naves alienígenas que criam um campo de força em pleno mar aberto, isolando aqueles navios do resto do mundo. O motivo do isolamento? Eu não sei, você não vai saber e muito menos os roteiristas sabem. E pra quê explicar? Afinal isso é só um novo “Transformers” antes que saia o novo “Transformers”.

Os aliens não possuem motivação, objetivo, nada. Querem invadir e pronto. Ok, são obstinados, respeito isso. Mas POR QUÊ? E por que eles só atacam máquinas e não os humanos? Bom, não deixa de ser interessante o fato de que eles apenas respondem aos ataques, ou seja, os americanos é que atiram pela primeira vez, simplesmente porque viram algo diferente. “O que é essa coisa gigante de metal no meio do oceano? Sei lá, vamos explodir então! Droga, são seres superiores superpoderosos, fizemos bobagem”. Personagens estúpidos em um filme estúpido: não deixa de ser uma construção narrativa correta.

-Putz, Rihanna, você foi escolher logo esse filme para estrear no cinema?                                    -Falou o entendido em escolher bons projetos...
-Putz, Rihanna, você foi escolher logo esse filme para estrear no cinema? -Falou o entendido em escolher bons projetos...

Peter Berg copia Bay (quero ver alguém criticar Tarantino por copiar Sergio Leone depois dessa…) no clímax constante, como se tudo precisasse ser grandioso. Música alta, todo mundo enquadrado de baixo para cima e câmera lenta: mesmo que a ação mostrada seja só um jogo de futebol, ou cadeirantes saindo de um hospital ou até velhinhos barrigudos andando contra o sol… Ah, e tem o elenco.

Taylor Kitsch parece que fez “Battleship” apenas para as pessoas pensarem que “John Carter”, afinal, não era tão ruim assim (aliás, para quem também esteve em “Wolverine”, o ator está precisando mudar de agente logo). Alexander Skarsgård parece incapaz de mudar as feições, dizendo todas as frases com raiva e imponência, como se não fosse apenas um militar, mas líder de um clã de vampiros secular (err…). Sobre a Rihanna, basta dizer que como atriz ela é uma excelente cantora (e como a moça não é nenhuma Ella Fitzgerald você sente o tamanho do drama). E Liam Neeson ganhou a grana mais fácil da vida: “Quer alguns milhões pra fazer dois discursos motivacionais? – Opa! Assino onde?”.

E assim se faz um “Tranformers” genérico. Protagonista chato e que não para de falar? Check. Mulher paisagem? Check. Coadjuvantes de luxo pagando as contas?Check. Momentos constrangedores? Chek, check (não consigo me decidir entre os velhinhos no encouraçado ou o uso despudorado de próteses para provocar emoção). Cenas de ação tediosas, personagens antipáticos, piadas sem graça, efeitos especiais impressionantes (ei, alguma coisa tinha que se salvar, né): “Battleship” será provavelmente a maior perda de tempo do seu ano no cinema. Ah, tem uma cena pós-créditos que é tão dispensável quanto o filme todo.

Economize: alugue “Transformers 2” e fique em casa admirando o agora auteur Michael Bay…

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3 Comments For This Post

  1. Eder Says:

    Ou seja, o filme atende as minhas espectativas. Aliás, qualquer coisa que tenha Rihanna no elenco já é um mau sinal. Massa a crítica.

  2. Adrianne Says:

    Quanta bobagem escrita sobre um filme que parodia filmes de ação e de aliens. Nem parece crítica, e sim, chaticrítica. O mundo gira e as idéias mudam. Evolua…

  3. FRANKLIN Says:

    TDS SÓ SABER CRITICA, AGORA FAZER ALGO QUE PRESTE NINGUÉM FAZ, E NINGUÉM CRIAR MAS NADA EM TV SÓ FAZ ALGUMAS MUNDAÇAS…

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