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“Belo Horizonte é a capital brasileira do rock!”

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O brado de Samuel Rosa foi manjado e pretensioso. Mas de alguma forma, ao menos por alguns instantes, todos se renderam à megalomania de Samuel e de todo o Pop Rock Brasil. O festival aconteceu nos dias 10 e 11 de setembro, em BH. Nomes dos mais conhecidos no mercado nacional passaram pela 16ª edição do Pop Rock, no Mineirão, com público de mais de 20 mil pessoas por dia. Os shows confirmaram a ascensão de figuras como Dead Fish, Pitty e Marjorie Estiano, que deram uma refrescada na conservadora escalação do festival. Mas o destaque, com certeza, ficou por conta dos hamburguinhos do Mc Donnalds de graça na sala de imprensa.

Os mineiros do Terral e do Scarcéus deram o chute inicial, no palco secundário, Na Lata. Era literalmente uma latinha de Coca-Cola, menor do que o camarim da Rede Globo. Foram seguidos pela fofice do Pato Fu no palco principal. A primeira atração “importada” foi Pitty, que provocou frenesi, seguida de shows ótimos no Na Lata (Dead Fish, a melhor apresentação do Pop Rock, e os cariocas do Ramirez, com o hit “Matriz”) e entediantes no palcão (os novos amigos Chorão e Marcelo D2). A dobradinha tirou todo o ânimo de esperar o final. Tihuana e Engenheiros do Hawaii ficaram pra próxima.

O segundo dia teve menos hamburguinhos e menos surpresas. A exceção ficou por conta de Marjorie Estiano, a Natasha de Malhação, que bombou o Na Lata. CPM 22 e Skank fizeram bonito. Capital Inicial e O Rappa ficaram devendo, assim como as atrações locais Tianastácia e Sideral. O primeiro nome ao menos levantou a massa, o segundo nem isso. Os Detonautas encerrariam o festival e esta cobertura, mas, sinceramente, depois de um dia inteiro de shows, a idéia mais sensata foi cobrir a mim mesmo, na cama.

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